Mudança de endereço
fevereiro 24, 2007
Pois é, evolui mais um pouquinho e comprei um domínio. É facinho de decorar (www.rafaelmarin.net). Lá será melhor, pois a instalação do WordPress em uma hospedagem própria trás a flexibilidade necessária para mudar tudo o que achar necessário.
Já atualizei o endereço do feed, todos os assinantes passarão a receber os posts publicados no blog novo. Quem linka para este endereço, por favor mude para o novo. Os melhores posts deste blog serão revisados e publicados lá, com as edições convenientes.
Obrigado a todos que acessaram esse espaço durante o período de existência, e espero que continuem acompanhando os meus posts lá no outro endereço também pois, além de tudo, o endereço ficou mais fácil.
Abração a todos!
Tableless não deveria existir
fevereiro 11, 2007
O blog de Rafael Marin mudou para www.rafaelmarin.net.
Surpreso com o título? Entenda neste artigo a relação entre a dificuldade de aprendizagem do brasileiro quando o assunto é Web Semântica e a utilização das terminologias corretas. Sabe que eu poderia ter horas para falar sobre isso que provavelmente o assunto não seria concluído. A pouco eu estava navegando na comunidade Tableless Brasil no Orkut, e encontrei uma discussão muito manjada: Tableless vs. Padrões Web vs. Semântica vs. todas as outras terminologias que ouvimos falar por aí.
E após ler vários posts, cheguei a uma conclusão: o termo “tableless” nunca deveria ter sido criado. Gente, é impressionante de ver e ler como o povo faz uma confusão e uma misturança com essa questão de terminologia. Tem gente que chama tableless de tecnologia, tem gente que acha que é a mesma coisa que Web Standards, enfim, é tanta coisa que eu tenho lido por lá que eu formulei duas hipóteses: ou o brasileiro tem dificuldades de aprendizagem ou o Orkut é um péssimo lugar para tirar dúvidas sobre desenvolvimento.
Antes de mais nada, este artigo não tem nada a ver com o Diego Eis e com o Elcio do Tableless.com.br, que continua sendo uma excelente fonte de conteúdo sobre Web Standards. Se foram eles que criaram o termo ou não, isso não convém agora. O que importa é que ele não deveria ter sido inventado. O problema de tudo isso é que o pessoal não assimilou tudo corretamente desde o princípio. Tableless é introduzido como apenas uma nomenclatura genérica para o desenvolvimento de websites sem a utilização do elemento <table> para o controle da estrutura do site, e para a utilização de CSS para o controle da aparência.
Só que o nome “Tableless” pegou fama aqui no Brasil, e tem muita gente por aí achando que Tableless, Padrões Web, Semântica, é tudo a mesma coisa. São termos bastante distintos, mas que se complementam. Segundo a etimologia da palavra “tableless”, ela significa “ausência de tabelas”, mas isso provoca, além de tudo, outra série de enganos. Ao entenderem o que o termo significa, muita gente pensa que a tag <table> deve ser abolida. Muito pelo contrário, ela pode e deve ser utilizada, mas nos contextos semanticamente corretos.
Por exemplo, se é necessário criar uma tabela de dados, para exibição de preços ou quaisquer outros fins, qual a tag apropriada? <table>! Tudo tem um porquê de existir. Se a tag <table> existe, é por que existem situações em que ela deve ser utilizada. Dados tabulares é uma situação, controle do layout, não.
Então pessoal, esqueçam esse termo. Ou pelo menos não se refiram a ele equiparando-o com Padrões Web. É errado. A prática que exercemos quando fazemos o tal do “tableless” é uma das práticas que exercemos dentro dos Padrões Web, eles não se restringem apenas a HTML + CSS. Temos uma série de outros padrões tão importantes quanto, como por exemplo o XML, que é a base do RSS e outros.
Mas também não pensem que entupir a página de <div> é correto. É aí que entra a Semântica. Ela é como se fosse o bom senso do desenvolvimento Web. Semântica é o equilíbrio, é utilizar as tags certas nos lugares certos. É fazer com que texto plano ganhe significado.
Talvez seja por isso que muitos encontrem tanta dificuldade na aprendizagem dos Padrões. Pois aprendê-los e colocá-los em prática exige muito mais do desenvolvedor do que criar tudo usando o “jeitinho brasileiro”, baseado na gambiarra. Eu ouso a dizer até que aprender Padrões Web é uma questão tão cultural quanto técnica, pois exige leitura e interpretação, mais do que tudo. Essa aprendizagem é constante, e exige mais do que simplesmente conhecimento técnico.
Quando o desenvolvedor entra para o mundo dos Padrões, ele é “obrigado” a mudar um pouco seus hábitos, e despertar interesses como a leitura, por exemplo, pois quando se trabalha com Padrões, não se trabalha só com a imagem, se trabalha com o conteúdo – que é o que realmente importa na Web.
Resumindo a Web 2.0 em 5 minutos
fevereiro 8, 2007
O blog de Rafael Marin mudou para www.rafaelmarin.net.
Que tal resumir a Web 2.0 em 5 minutos? No FechaTag, o blog do Elcio, ele publicou um artigo incluindo um vídeo que merece destaque. Nesse vídeo, dá pra ter uma noção bem real do que é a Web 2.0, e de como o padrão XML ajuda nisso tudo, e da nossa importância na classificação do conteúdo na Internet.
(Tentei incluir o player do vídeo aqui, mas não sei por que cargas d’água o WordPress remove os elementos object. Então, segue o link para o vídeo no YouTube, entitulado “The Machine is Us/ing Us”).
Blogosfera brasileira e afins
fevereiro 7, 2007
O blog de Rafael Marin mudou para www.rafaelmarin.net.
Já faz um tempinho que as discussões sobre a realidade da blogosfera brasileira começaram – e não sei dizer exatamente até que ponto elas alcançaram. Após ler vários artigos no Revolução Etc sobre os porquês da situação lamentável dos blogs nacionais, achei que a minha opinião – introduzida ao longo deste artigo – poderia complementar um pouquinho todo esse auê provocado cerca de um ano atrás.
São poucos os blogs brasileiros que considero “de nível”. Particularmente, são os blogs da minha página de referências e mais alguns que tenho no meu Bloglines. São blogs formadores de opinião, que provavelmente começaram como eu, pequenos e humildes, e que hoje são referência não só para mim mas também para toda a fatia de desenvolvedores e web designers do Brasil. Só que o que eu vejo poco em blogs são referências para artigos estrangeiros.
É bastante comum ver em blogs – especialmente os de pequeno porte como o meu – referências apenas a artigos brasileiros. É aquela coisa de quando blogs brasileiros formadores de opinião lançam artigos e outros blogs apenas linkam para este. Falta na blogosfera brasileira uma interação, falta tornar os blogs um local onde os valores são discutidos. Questões técnicas são importantíssimas mas acredito que não trazem cultura ao desenvolvedor e ao blogueiro.
Gosto de ver quando grandes blogs brasileiros (e pequenos também) lançam polêmicas e a blogosfera toda passa a discutí-las, através de comentários, trackbacks e posts. É isso que está faltando no Brasil. Falta esse tipo de interatividade, onde os blogs não concorrem, apenas se complementam.
Outra coisa que tenho ouvido e lido bastante em blogs de influência é sobre a quantidade de e-mails e comentários off-topic do gênero de “Olha fulano, dá uma olhada para mim neste HTML, pois esta div não está flutuando. Veja se consegue encontrar o erro”. Isto sem nem sequer ir ao Google e digitar lá na caixinha. E a pesquisa, onde fica? E a leitura, onde fica?
Uma coisa que eu percebo que está dominando a elite brazuca dos blogueiros é a postagem de artigos não mais tão técnicos como eram antigamente. Esta “nata” está se desviando, de maneira sadia, para a discussão de assuntos muito mais teóricos e não mais diretamente relacionados ao desenvolvimento. Tenho lido muitos artigos sobre o mercado da Internet no Brasil hoje em dia, sobre a evolução da internet em si, e por último – mas não menos importante – sobre a blogosfera brasileira.
Acho muito mais interessante ler um artigo onde o autor expressa a sua opinião sobre determinado assunto do que ler um artigo onde ele apenas ensina a fazer um div flutuar na direita ou esquerda. Esse tipo de artigo, de cunho técnico, já é saturado no meu ponto de vista e digo-os o porquê: artigos para iniciantes em desenvolvimento já temos de sobra aqui no Brasil. Todos na boa e velha Língua Portuguesa. Mas após esse estágio de início, a busca deve ser maior e não deve se limitar ao escrito aqui no Brasil.
Quando eu comecei com desenvolvimento em “tableless”, praticamente toda a referência que eu precisei eu pude encontrar em sites brasileiros como o Tableless.com.br, no site do Maurício Samy, o Maujor, no Revolução Etc e no site do Bruno Torres. Isso já tem 1 ano. Mas hoje já existem vários blogs que possuem vários artigos também.
Mas isso não é o suficiente. Não para um desenvolvedor que quer entrar mesmo nessa história de Padrões Web e ser um diferencial no mercado. Mas para chegar lá é preciso um pouquinho de sacrifício. É preciso, acima de tudo, ampliar os horizontes e ir atrás de informação em sites não-tupiniquins, que é onde se concentra toda a informação que você pode precisar. Está aí o primeiro “filtro” que distingue os profissionais.
Quem não sabe ao menos o básico para entender textos em inglês, está na hora de mexer os pauzinhos. Eu mesmo, com 15 anos, não tenho mais nenhuma dificuldade de ler e sintetizar o fundamental de artigos estrangeiros. Só isso possivelmente me coloca além de muitos desenvolvedores de FrontPage que encontramos por aí. Mas eu não leio e procuro por obrigação. Eu faço isso pois me interesso, realmente, no desenvolvimento e não me contento apenas com o que é de fácil acesso.
É isso o que falta, faltam bons leitores. Sem bons leitores, sem bons escritores. Lendo apenas o disponível em português, fica difícil escrever algo que ainda não esteja disponível em português. Deixo claro que não sou um mestre em redação, sequer fluente em inglês, mas o meu interesse é o suficiente para me levar aos meus objetivos e na minha opinião deveria ser assim com todo mundo.
Enquanto a blogosfera brasileira não se desenvolver melhor em termos de leitura, estou certo de que não se desenvolverá em termos de escrita. E enquanto o interesse de muitos blogueiros na busca pelo conhecimento continuar neste ritmo, essas discussões sobre a qualidade dos blogs brasileiros nunca serão concluídas efetivamente.
Segundas impressões do Windows Vista
fevereiro 6, 2007
O blog de Rafael Marin mudou para www.rafaelmarin.net.
É, já passaram dois ou três dias, e algumas das minhas opiniões sobre o Windows Vista mudaram um pouco. Ele é um sistema inovador quando comparado ao anterior – o Windows XP – mas não se comparado ao Mac OS X Tiger, e a algumas distros do Linux. Nesses últimos dias fiquei pensando: nossa, foram 5 anos de espera e agora estamos aqui, com um sistema que a Apple já superou há tempos, e que na metade do ano ela lança um novo que provavelmente vai superar mais ainda. E nós, meros usuários de Windows Vista, teremos que esperar mais 5 ou 6 anos para pensar em um novo Windows.
É aquilo que eu disse num artigo há um tempo atrás: a Microsoft fala, a Apple faz. Depois a Microsoft faz também, mas então a Apple já fez mais.
Claro que continuo gostando do Vista, e nunca mais quero ver o XP na minha frente. Aos Macmaníacos, eu confesso: o Vista é uma cópia descarada do Mac OS. Eu usei o termo “parecido” em um artigo anterior e isso já foi o suficiente para receber dois comentários.
Acho que agora eu acabo essa série sobre Windows Vista, pois foi só um “impacto inicial” que achei que merecesse dois ou três artigos aqui. Agora volto aos Web Standards, prometo :)
